terça-feira, 26 de novembro de 2019

TEMA II

MODELOS E TENDÊNCIAS EVOLUTIVAS NOS SISTEMAS EDUCATIVOS

Quando se reflete sobre educação e sistemas educativos, os temas tornam-se complexos pela diversidade e interligações dos diferentes domínios: sociais, políticos, económicos, científico, ético e outros que implicitamente estejam relacionados com estes sistemas. Porém, não podemos ignorar a necessidade de refletir sobre estas questões pela pertinência e pela necessidade de adequar os sistemas de ensino às atuais realidades que as sociedades manifestam, sejam elas mais ou menos desenvolvidas. A educação, encarada de forma estruturada, exige processos de aplicação, regulamentação e de resposta às exigências sociais e ainda, na preparação de cidadãos responsáveis, participativos e produtivos. Assim, o sistema educativo de um país é o meio pelo qual os cidadãos são preparados para os desafios da sociedade, de modo a estarem aptos no sentido de enfrentarem as mudanças que ocorrem de forma continuamente.


No filme de Alvin e Heidi Toffler, estes defendem a substituição do sistema de ensino público na maior parte dos países, pois entendem que o sistema de ensino atual está ultrapassado, tendo em conta que continua a preparar as pessoas para ontem e não para amanhã. Segundo estes, o sistema educativo está direcionado no sentido de preparar as crianças para o trabalho numa fábrica em que estas devem cumprir horários rígidos e repetir sempre a mesma tarefa. No entanto, o século XXI, período de grandes mudanças e viragens, tem-se verificado que muitas pessoas já trabalham em casa com horários flexíveis. Há uma mudança de estilos de vida, de emprego e exigências sociais.
Alvin e Heidi Toffler sabem que, havendo a necessidade da substituição do sistema de ensino, a mudança será difícil e arriscada, uma vez que existem muitas pessoas a trabalhar nas escolas que podem perder os seus empregos.



Neste filme, Ken Robinson fala-nos da necessidade de mudar o paradigma da Educação o qual se baseia em pressupostos desatualizados. Todos os países do mundo estão, atualmente, a tentar fazer reformas nos seus sistemas de ensino e de uma forma geral o autor apresenta-nos algumas linhas da evolução histórica deste sistema. Refere, ainda, que a escola estava direcionada para preparar os alunos para uma vida de trabalho semelhante às fábricas de produção. Até os edifícios escolares assemelhavam-se às fábricas: os toques das campainhas que obrigavam os alunos a estarem à mesma hora na sala de aula, espaços separados por salas onde se lecionam disciplinas diferentes, onde as aprendizagens são feitas distintamente umas das outras. Apesar de hoje em dia haver uma tentativa de conjugar os conhecimentos de várias disciplinas através de projetos de flexibilidade, mas que, em muitas escolas, esses projetos continuam a ser trabalhados de forma separada por essas disciplinas. Com o aparecimento e o desenvolvimento das novas tecnologias os alunos mostram-se mais interessados por estas do que pela escola, uma vez que estas são mais estimulantes e, tornam os alunos menos concentrados e mais individualistas, não estando preparados para a exigência de uma globalização. Aponta, também, que o uso de medicação excessiva para resolver o problema da falta de atenção, torna, também, os alunos menos ativos e menos eles próprios.
É, também, dada relevância às Artes e Humanidades uma vez que estas áreas ajudam no aperfeiçoamento do desenvolvimento humano e na inteligência emocional dos indivíduos. 
Assim, no filme, "Mudança de Paradigmas" o autor sugere que se deveria definir os sistemas educativos numa estratégia pedagógica do pensamento divergente como caminho necessário para se alcançar a criatividade nas escolas (capacidade para se encontrar várias respostas para um único problema), e na necessidade de encontrar um novo paradigma global para se ultrapassar estas dificuldades.

domingo, 10 de novembro de 2019

Tema I
MUTAÇÕES SOCIAIS E SISTEMAS EDUCATIVOS
ATIVIDADE - Análise dos textos


Esta atividade tinha como objetivo referir as principais tendências evolutivas das sociedades contemporâneas e ao modo com interpelam a Educação e os Sistemas Educativos, com base na leitura e análise dos documentos disponibilizados assim como no debate de ideias realizado no fórum.



Desde sempre que a sociedade vive em constante mutação no sentido de uma evolução, e como a educação se insere num contexto social, por consequência esta também sofre com essas mudanças implicando que tenha que se adaptar a esse progresso.
Atualmente o repto colocado aos sistemas educativos para o futuro é o de caminhar no sentido de favorecer a imaginação, a criatividade, a comunicação, o trabalho em equipa, entre outros aspetos que são descuidados em detrimento de um conhecimento abstrato. Assim, um dos desafios colocados à Educação nos dias de hoje é conseguir utilizar a diversidade de valores e experiências para um conhecimento mais enriquecedor. O progresso da sociedade sempre dependeu da educação e do conhecimento, e, neste momento, por causa das novas tecnologias, temos uma sociedade abundante em informação que tem potencialidade em gerar conhecimento. Neste sentido, novas formas de criar, produzir e gerir informação têm surgido, como também, novas fontes de conhecimento. Portanto, a maneira de ensinar e aprender, hoje em dia, precisam de mudar. A educação e a tecnologia devem-se complementar para que essa mudança resulte.

Segundo Ramos (2007): “os sistemas educativos terão de ser flexíveis, ter capacidade de adaptação à mudança constante, sendo produtivos e capazes de utilizar, na sua máxima extensão, todas as possibilidades conferidas pelas novas tecnologias da informação e da comunicação”. Como refere Delors (2005), é necessário caminhar para uma “Sociedade Educativa”, capaz de dotar o indivíduo de uma educação básica de qualidade, com conhecimentos que lhe permitam modelar a sua vida e participar na evolução da sociedade”
É preciso que os educadores/professores estejam dispostos a uma abertura para as novas tecnologias e as utilizem nas suas práticas letivas. Apesar de se notar haver ainda uma relutância na utilização dessas novas tecnologias por parte dos docentes, já há muitos professores que fazem uso delas nas suas salas de aulas. Saliente-se que existem, ainda, algumas dificuldades em implementar essas tecnologias, derivado à falta de equipamentos adequados e atualizados, à velocidade lenta de uma internet necessária para apresentação de documentos e/ou informações relevantes, e, também, à falta de formação dos professores no sentido de estes saberem como tirar melhor partido destas ferramentas (talvez um apoio mais dedicado das editoras). 
Parece-nos, também, que esta nova sociedade tecnológica esquece-se de que a informação a que tem acesso, com uma certa facilidade, deve ser selecionada e transformada de modo a que a mesma se torne em conhecimento/pensamento.
Estas mudanças constantes que surgem a todos os níveis implicam a existência de prós e contras, obrigando a que estejamos preparados para essas situações. A escola como hoje a conhecemos tem de se atualizar no sentido de responder às novas solicitações que são geradas pelas evoluções tecnológicas, uma vez que estas colocam constantemente novos desafios ao sistema educativo e a todos que nele intervêm. É importante desenvolver modelos educativos que promovam nos alunos a capacidade de pensar, de construir o seu próprio conhecimento e contribuir para o desenvolvimento da sua autonomia. Nesta ótica, a função do professor é importante no sentido de criar espaços para que se promova as trocas de informação e debates coletivos para um enriquecimento mútuo. Deve-se ter em conta a capacidade individual do aluno, que este desenvolva os seus próprios pensamentos obrigando-os a estarem atualizados e informados. Ao atribuir ao aluno um papel diferente, mais interventivo e com capacidade de gerar conhecimentos através da informação que ele próprio já tem, sendo orientado e motivado pelo professor, irá traduzir-se numa experiência de uma melhor aprendizagem  e sociabilização.

Concordo com a perspetiva de Moran (1995) quando refere que: “As tecnologias de comunicação não mudam necessariamente a relação pedagógica. As tecnologias tanto servem para reforçar uma visão conservadora, individualista como uma visão progressista. A pessoa autoritária utilizará o computador para reforçar ainda mais o seu controle sobre os outros. Por outro lado, uma mente aberta, interativa, participativa encontrará nas tecnologias ferramentas maravilhosas de ampliar a interação”.

TEMA IV A AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS EDUCATIVOS A avaliação ao assumir o papel de corrigir, aperfeiçoar, revelar falhas apresenta-se co...