domingo, 10 de novembro de 2019

Tema I
MUTAÇÕES SOCIAIS E SISTEMAS EDUCATIVOS
ATIVIDADE - Análise dos textos


Esta atividade tinha como objetivo referir as principais tendências evolutivas das sociedades contemporâneas e ao modo com interpelam a Educação e os Sistemas Educativos, com base na leitura e análise dos documentos disponibilizados assim como no debate de ideias realizado no fórum.



Desde sempre que a sociedade vive em constante mutação no sentido de uma evolução, e como a educação se insere num contexto social, por consequência esta também sofre com essas mudanças implicando que tenha que se adaptar a esse progresso.
Atualmente o repto colocado aos sistemas educativos para o futuro é o de caminhar no sentido de favorecer a imaginação, a criatividade, a comunicação, o trabalho em equipa, entre outros aspetos que são descuidados em detrimento de um conhecimento abstrato. Assim, um dos desafios colocados à Educação nos dias de hoje é conseguir utilizar a diversidade de valores e experiências para um conhecimento mais enriquecedor. O progresso da sociedade sempre dependeu da educação e do conhecimento, e, neste momento, por causa das novas tecnologias, temos uma sociedade abundante em informação que tem potencialidade em gerar conhecimento. Neste sentido, novas formas de criar, produzir e gerir informação têm surgido, como também, novas fontes de conhecimento. Portanto, a maneira de ensinar e aprender, hoje em dia, precisam de mudar. A educação e a tecnologia devem-se complementar para que essa mudança resulte.

Segundo Ramos (2007): “os sistemas educativos terão de ser flexíveis, ter capacidade de adaptação à mudança constante, sendo produtivos e capazes de utilizar, na sua máxima extensão, todas as possibilidades conferidas pelas novas tecnologias da informação e da comunicação”. Como refere Delors (2005), é necessário caminhar para uma “Sociedade Educativa”, capaz de dotar o indivíduo de uma educação básica de qualidade, com conhecimentos que lhe permitam modelar a sua vida e participar na evolução da sociedade”
É preciso que os educadores/professores estejam dispostos a uma abertura para as novas tecnologias e as utilizem nas suas práticas letivas. Apesar de se notar haver ainda uma relutância na utilização dessas novas tecnologias por parte dos docentes, já há muitos professores que fazem uso delas nas suas salas de aulas. Saliente-se que existem, ainda, algumas dificuldades em implementar essas tecnologias, derivado à falta de equipamentos adequados e atualizados, à velocidade lenta de uma internet necessária para apresentação de documentos e/ou informações relevantes, e, também, à falta de formação dos professores no sentido de estes saberem como tirar melhor partido destas ferramentas (talvez um apoio mais dedicado das editoras). 
Parece-nos, também, que esta nova sociedade tecnológica esquece-se de que a informação a que tem acesso, com uma certa facilidade, deve ser selecionada e transformada de modo a que a mesma se torne em conhecimento/pensamento.
Estas mudanças constantes que surgem a todos os níveis implicam a existência de prós e contras, obrigando a que estejamos preparados para essas situações. A escola como hoje a conhecemos tem de se atualizar no sentido de responder às novas solicitações que são geradas pelas evoluções tecnológicas, uma vez que estas colocam constantemente novos desafios ao sistema educativo e a todos que nele intervêm. É importante desenvolver modelos educativos que promovam nos alunos a capacidade de pensar, de construir o seu próprio conhecimento e contribuir para o desenvolvimento da sua autonomia. Nesta ótica, a função do professor é importante no sentido de criar espaços para que se promova as trocas de informação e debates coletivos para um enriquecimento mútuo. Deve-se ter em conta a capacidade individual do aluno, que este desenvolva os seus próprios pensamentos obrigando-os a estarem atualizados e informados. Ao atribuir ao aluno um papel diferente, mais interventivo e com capacidade de gerar conhecimentos através da informação que ele próprio já tem, sendo orientado e motivado pelo professor, irá traduzir-se numa experiência de uma melhor aprendizagem  e sociabilização.

Concordo com a perspetiva de Moran (1995) quando refere que: “As tecnologias de comunicação não mudam necessariamente a relação pedagógica. As tecnologias tanto servem para reforçar uma visão conservadora, individualista como uma visão progressista. A pessoa autoritária utilizará o computador para reforçar ainda mais o seu controle sobre os outros. Por outro lado, uma mente aberta, interativa, participativa encontrará nas tecnologias ferramentas maravilhosas de ampliar a interação”.

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