OS SITEMAS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO PARA A EUROPA DO CONHECIMENTO
Viver é aprender sempre, independentemente do local onde se
realiza a aprendizagem, na escola ou nos caminhos da vida. Não deveríamos pôr o
saber de lado, nem voltar as costas à vontade de conhecer, que todos temos. Mas
para isso é preciso ter coragem de mudar.
O Conselho Nacional de Educação (1996) define o conceito de
Aprendizagem ao longo da vida como,
"(...)
englobando o desenvolvimento individual e social do ser humano sob todas as
formas e em todos os contextos, tanto formais - na escola e nos
estabelecimentos de ensino profissional, terciário e para adultos - como não
formais - em casa, no trabalho e na comunidade. Trate-se de uma abordagem
sistémica, centrada nos níveis de conhecimento e competências a adquirir por
cada um, independentemente da sua idade".
Devemos, portanto, dar
importância ao conceito: Aprender ao Longo da Vida… A educação não se resume
apenas pelos primeiros anos de vida. A educação ao longo da vida é uma
realidade, não apenas confinada à educação formal, mas também presente na
educação não-formal e informal. A ideia de que todos os contextos da vida
adulta, pessoal, social e profissional contribuem para desenvolvimento integral
do ser humano, é muito importante.
Atualmente, assistimos a mudanças muito rápidas em vários
sectores, principalmente ao nível das tecnologias, fazendo com que os
indivíduos se deparem com uma grande diversidade de novos problemas e de novas
complexidades que exigem, a jovens e adultos, novos saberes e novas
competências para se adaptarem constantemente a este mundo. As exigências que a
sociedade nos impõe devem ser vistas como desafiantes e motivadoras, para que
possamos cultivar o nosso espírito crítico e a nossa capacidade de análise
reflexiva de forma permanente.
Vivemos num mundo onde as pessoas devem ter habilidades para
entender, interpretar e processar informações diferentes. Por isso, é essencial
reconhecer e valorizar todas as formas de aprendizagem. A Aprendizagem ao Longo
da Vida beneficia indivíduos, comunidades e a economia do país. Fornece aos
indivíduos o conhecimento, habilidades, valores, atitudes e compreensão que
eles precisam na vida como cidadãos e trabalhadores, para tornar as comunidades
mais produtivas e inovadoras, tendo em conta que a economia e a sociedade
baseiam-se no conhecimento e numa atualização constante no local de trabalho.
Assim, as pessoas que realizam a aprendizagem ao longo da vida, desenvolvem
novas habilidades e preparam-se para novos desafios, lidando melhor com as
exigências de mudanças no local de trabalho.
A sociedade de aprendizagem é a visão de uma sociedade onde
existem oportunidades reconhecidas de aprendizagem para todas as pessoas, onde
quer que estejam e por mais velhas que sejam (Green, A., 2002). O ritmo
crescente das mudanças tecnológicas na economia do conhecimento, significa que
precisamos de uma força de trabalho flexível e adaptável que esteja pronta para
requalificar e reconverter para acompanhar as necessidades de competências da
economia. A aprendizagem ao longo da vida permite que as pessoas participem
activamente na sociedade (Dunn, E., 2003).
A aprendizagem ao longo da vida consiste em proporcionar
segundas oportunidades para actualizar as competências básicas e também
oferecer oportunidades de aprendizagem a níveis mais avançados (Comissão
Europeia, 2007).
A aprendizagem ao longo da vida significa que, se uma pessoa tem
vontade de aprender, ela poderá fazê-lo, independentemente de onde e quando
isso ocorre. Para tal, é necessário que a pessoa tenha vontade de aprender, que
existam ambientes de aprendizagens (centros, escolas, empresas, etc.)
adequadamente organizados e que haja pessoas que possam auxiliar o aprendiz no
processo de aprender (agentes de aprendizagem), para além de que esta
aprendizagem deve ir ao encontro das necessidades do mercado de trabalho.
A aprendizagem que acontece na escola e durante a vida
profissional deveria ser uma extensão da aprendizagem que se dá na infância ou
na terceira idade. As pessoas deveriam ter meios para continuar a aprender,
interagindo com o mundo e recebendo ajuda dos agentes de aprendizagem.
No
século XXI, todos nós precisamos de ser aprendizes ao longo da vida. O nosso
mundo está a mudar à nossa volta a um ritmo tão frenético que, se não
continuarmos a crescer e a desenvolver, em breve seremos deixados para trás.
COMPETÊNCIAS
O quadro de referância definido pelo Conselho e o Parlamento europeu no final de 2006 estabelece oito competências essenciais para a aprendizagem ao longo da vida, competências cruciais para todos os cidadãos que necessitam para a sua realização pessoal, a inclusão social, desenvolvimento e emprego na sociedade no conhecimento:
- Comunicação na língua materna;
- Comunicação em línguas estrangeiras;
- Competência matemática e competências básicas em ciências e tecnologia;
- Competência digital;
- Aprender a aprender;
- Competências sociais e cívicas;
- Espírito de iniciativa e espírito empresarial;
- Sensibilidade e expressão culturais.
- Comunicação na língua materna;
- Comunicação em línguas estrangeiras;
- Competência matemática e competências básicas em ciências e tecnologia;
- Competência digital;
- Aprender a aprender;
- Competências sociais e cívicas;
- Espírito de iniciativa e espírito empresarial;
- Sensibilidade e expressão culturais.
PROGRAMA DE APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA
A estrutura do PALV compreende 4 subprogramas sectoriais
a) O programa Comenius, que
atende às necessidades de ensino e de aprendizagem de todos os participantes na
educação pré-escolar e no ensino escolar até ao final do secundário, bem como
dos estabelecimentos e organismos que oferecem essa educação e esse ensino;
b) O programa Erasmus, que atende às necessidades de ensino e aprendizagem de todos os participantes no ensino superior formal e na educação e formação profissionais de nível superior, independentemente da duração do curso ou da qualificação e incluindo os estudos de doutoramento, bem como às necessidades dos estabelecimentos e organizações que oferecem ou promovem essa educação e formação;
c) O programa Leonardo da Vinci, que atende às necessidades de ensino e de aprendizagem de todos os participantes na educação e formação profissional, que não de nível superior, bem como às necessidades dos estabelecimentos e organizações que oferecem ou promovem essa educação e formação;
d) O programa Grundtvig, que atende às necessidades de ensino e aprendizagem dos intervenientes em todas as formas de educação para adultos, bem como às necessidades dos estabelecimentos e organizações que oferecem ou promovem essa educação
b) O programa Erasmus, que atende às necessidades de ensino e aprendizagem de todos os participantes no ensino superior formal e na educação e formação profissionais de nível superior, independentemente da duração do curso ou da qualificação e incluindo os estudos de doutoramento, bem como às necessidades dos estabelecimentos e organizações que oferecem ou promovem essa educação e formação;
c) O programa Leonardo da Vinci, que atende às necessidades de ensino e de aprendizagem de todos os participantes na educação e formação profissional, que não de nível superior, bem como às necessidades dos estabelecimentos e organizações que oferecem ou promovem essa educação e formação;
d) O programa Grundtvig, que atende às necessidades de ensino e aprendizagem dos intervenientes em todas as formas de educação para adultos, bem como às necessidades dos estabelecimentos e organizações que oferecem ou promovem essa educação